Tiques são movimentos ou sons repentinos, repetitivos, que muitas crianças apresentam em algum momento do desenvolvimento. Na maioria das vezes, passam sozinhos. Mas quando os tiques persistem, se diversificam e envolvem tanto movimentos quanto sons, pode-se tratar da síndrome de Tourette.
O que define a síndrome de Tourette
O critério diagnóstico central é a presença de pelo menos um tique motor (como piscar os olhos, balançar a cabeça, encolher os ombros) e pelo menos um tique vocal (como pigarrear, fungar ou emitir sons), presentes há mais de um ano.
Diferença entre os tipos de tique
- Tique transitório: tiques motores e/ou vocais presentes há menos de um ano.
- Tique persistente (crônico): apenas um tipo de tique, presente há mais de um ano.
- Síndrome de Tourette: tiques motores E vocais, presentes há mais de um ano.
Idade e curso clínico
Os sintomas costumam surgir entre os 4 e 6 anos de idade, com pico de intensidade por volta dos 10 a 12 anos, seguido de redução na adolescência. Apenas cerca de 1% dos casos persiste com sintomas significativos na vida adulta.
Condições associadas
É comum a síndrome de Tourette vir acompanhada de TDAH, TOC ou ansiedade — e, em muitos casos, são essas condições associadas que mais impactam o dia a dia da criança.
Tratamento
Nem todo tique precisa de tratamento medicamentoso. As opções incluem a Intervenção Comportamental Integrada para Tiques (CBIT), medicações como clonidina ou guanfacina para quadros leves a moderados, e antipsicóticos em casos mais intensos.
Dr. Marcio Candiani
Psiquiatra
CRMMG 33035 / RQE 10740
Especialista em TDAH e Autismo (Infantil e Adulto)
Rua Rio Grande do Norte, 23, sala 1001, Santa Efigênia, Belo Horizonte – MG