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Psiquiatria no Tratamento de Transtornos Alimentares em BH

Transtornos alimentares estão entre as condições de saúde mental mais subestimadas e mais perigosas que existem. Quando uma família percebe que algo está errado — a filha adolescente que parou de comer, o filho que some depois das refeições, o adulto que come compulsivamente e se pune por isso — a primeira dúvida costuma ser: “isso é coisa de cabeça ou tem uma causa real?” A resposta é: as duas coisas são a mesma coisa. Transtornos alimentares têm base neurobiológica documentada e exigem avaliação e acompanhamento psiquiátrico, não apenas orientação nutricional.

O Que São Transtornos Alimentares e Por Que Exigem Atenção Psiquiátrica

Principais tipos: anorexia, bulimia e compulsão alimentar

Os três quadros mais comuns são a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e o transtorno de compulsão alimentar periódica (TCAP).

Na anorexia nervosa, a pessoa restringe severamente a ingestão de alimentos com medo intenso de ganhar peso, mesmo quando já está abaixo do peso saudável. A distorção da imagem corporal é central: o paciente se enxerga diferente do que realmente é.

Na bulimia nervosa, há episódios recorrentes de ingestão excessiva seguidos de comportamentos compensatórios — vômito autoinduzido, uso de laxantes ou exercício físico em excesso. O peso pode estar na faixa normal, o que torna o diagnóstico menos óbvio para quem está de fora.

No transtorno de compulsão alimentar periódica, a pessoa tem episódios de comer grandes quantidades de forma rápida e descontrolada, com sensação de perda de controle e culpa intensa depois — mas sem os comportamentos compensatórios da bulimia.

Por que o transtorno alimentar não é ‘frescura’ — é um adoecimento mental grave

Transtornos alimentares estão entre as condições psiquiátricas com maior risco de mortalidade. O adoecimento físico e o mental se retroalimentam: a desnutrição altera o funcionamento cerebral, o que aprofunda os pensamentos disfuncionais sobre comida e corpo, que por sua vez mantêm a restrição ou os ciclos de compulsão e purga. Esse ciclo torna a intervenção precoce — especificamente a psiquiátrica — indispensável.

Chamar transtorno alimentar de “frescura” ou “fase” atrasa o diagnóstico e piora o prognóstico. O sofrimento é real, os mecanismos neurobiológicos envolvidos são documentados, e o tratamento exige estrutura clínica, não força de vontade.

Sinais de Alerta: Quando Buscar um Psiquiatra

Nem sempre é fácil identificar quando o comportamento em torno da alimentação deixou de ser uma preferência e se tornou um transtorno. Alguns sinais que familiares e o próprio paciente devem observar:

  • Recusa alimentar persistente ou restrição severa de grupos inteiros de alimentos sem justificativa médica
  • Episódios de compulsão seguidos de culpa intensa, choro ou isolamento
  • Perda de peso acentuada e rápida sem causa orgânica identificada
  • Comportamentos compensatórios como ir ao banheiro imediatamente após as refeições, uso frequente de laxantes ou exercício físico em excesso mesmo quando doente ou lesionado
  • Preocupação obsessiva com calorias, peso, forma corporal ou “alimentos proibidos”
  • Isolamento social, especialmente em situações que envolvem comida (almoços em família, festas, restaurantes)
  • Alterações de humor marcadas — irritabilidade, ansiedade ou tristeza associadas às refeições
  • Desmaios, tontura, queda de cabelo ou irregularidade menstrual — sinais físicos de comprometimento nutricional grave

A busca pelo psiquiatra não precisa ser o último recurso depois de tentar tudo. É o passo certo desde o início. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores as chances de recuperação completa.

O Papel do Psiquiatra no Tratamento Multidisciplinar

Avaliação diagnóstica e comorbidades frequentes

O psiquiatra é o profissional habilitado para fazer o diagnóstico diferencial — confirmar se o quadro é de fato um transtorno alimentar, identificar qual, e descartar ou incluir outras condições presentes ao mesmo tempo.

A maioria dos pacientes com transtornos alimentares tem ao menos uma comorbidade psiquiátrica. Depressão, transtornos de ansiedade e TDAH são as mais frequentes. Um quadro de anorexia em adolescente, por exemplo, frequentemente coexiste com ansiedade generalizada — e tratar só a alimentação sem abordar a ansiedade subjacente é insuficiente. Identificar e tratar essas comorbidades é tarefa do psiquiatra, não do nutricionista nem do psicólogo isoladamente.

O psiquiatra também integra a equipe multidisciplinar. Ele comunica os achados diagnósticos ao psicólogo e ao nutricionista, alinha as abordagens e garante que o plano terapêutico faça sentido como um todo.

Quando a medicação faz parte do tratamento

Nem todo paciente com transtorno alimentar precisa de medicação, mas em muitos casos ela é parte essencial do tratamento. Antidepressivos, em especial os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), têm eficácia documentada no tratamento da bulimia nervosa e do TCAP. Na anorexia, o foco inicial costuma ser a estabilização clínica e nutricional, mas comorbidades como depressão e ansiedade grave podem indicar farmacoterapia.

A decisão sobre medicação é individualizada. Avalio o perfil do paciente, as comorbidades presentes, o histórico de tratamentos anteriores e os riscos associados a cada caso — especialmente em crianças e adolescentes, onde a prescrição exige cuidado redobrado.

Transtornos Alimentares em Crianças, Adolescentes e Adultos: Diferenças no Cuidado

A faixa etária do paciente muda significativamente a abordagem terapêutica.

Em crianças e adolescentes, o transtorno alimentar se desenvolve em meio a um processo ainda em formação — identidade, relação com o próprio corpo, autonomia. O envolvimento ativo da família no tratamento é fundamental: pais e responsáveis precisam entender o quadro, adaptar a rotina doméstica e, em muitos casos, participar das sessões. O risco de impacto no desenvolvimento físico e cognitivo torna a intervenção precoce ainda mais urgente nessa faixa.

Em adultos, os quadros tendem a ser mais cronificados — o transtorno existe há anos, muitas vezes sem diagnóstico, com padrões de comportamento já muito arraigados. Isso não significa que o tratamento seja inviável; significa que exige mais tempo e uma abordagem que considere o histórico longo do paciente.

Sou Márcio Candiani e atendo pacientes de todas essas faixas etárias — de crianças a idosos —, com especialização específica em Psiquiatria da Infância e Adolescência além da Psiquiatria Geral, o que me permite adaptar a conduta ao momento de vida de cada paciente.

Como Funciona o Atendimento Psiquiátrico para Transtornos Alimentares em BH

O atendimento começa com uma consulta inicial de avaliação, com duração maior que uma consulta de retorno. Nessa primeira conversa, faço um levantamento detalhado da história clínica do paciente, dos padrões alimentares, do impacto na vida cotidiana e das possíveis comorbidades. Quando o paciente é criança ou adolescente, essa consulta geralmente envolve também os responsáveis.

A partir dessa avaliação, elaboro um plano terapêutico individualizado, que pode incluir acompanhamento psicológico, encaminhamento ao nutricionista com experiência em transtornos alimentares, e prescrição medicamentosa quando indicada.

O acompanhamento periódico com o psiquiatra é parte essencial do tratamento — não é opcional. A frequência das consultas varia conforme a gravidade do quadro e o momento do tratamento: mais intensa no início, espaçada progressivamente à medida que o paciente avança.

Para pacientes que já estão em seguimento, há também a opção de telemedicina — disponível para adultos e adolescentes. Isso facilita a continuidade do acompanhamento sem deslocamento, especialmente útil em momentos de maior fragilidade ou para quem mora em regiões distantes de Belo Horizonte.

O consultório fica no bairro Santa Efigênia, em BH. O atendimento é particular.

Por Que Contar com um Psiquiatra Especialista em Belo Horizonte

Transtorno alimentar é um quadro sério, com risco real para a vida, e merece acompanhamento à altura dessa gravidade. Sou Márcio Candiani, psiquiatra com 25 anos de experiência clínica e tripla especialização pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) — em Psiquiatria Geral, Psiquiatria da Infância e Adolescência, e Psicogeriatria. Essa formação me permite atender pacientes em qualquer fase da vida, com a profundidade técnica que cada faixa etária exige.

Se você ou alguém da sua família apresenta sinais que indicam um transtorno alimentar, o momento de buscar avaliação é agora — não depois de “ver se passa”. O diagnóstico precoce muda o curso do tratamento.

Agende uma consulta de avaliação presencialmente no consultório em Santa Efigênia, Belo Horizonte, ou por telemedicina, se preferir. O próximo passo começa com uma conversa.

Precisa de uma avaliação especializada ou uma segunda opinião médica?

O Dr. Márcio Candiani realiza consultas estritamente particulares presenciais em Belo Horizonte (no bairro Santa Efigênia) ou via Telemedicina para todo o Brasil. Você pode consultar as condições de atendimento e agendar diretamente com nossa equipe pelo WhatsApp.

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