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Psiquiatra para Dependência de Internet e Jogos em Belo Horizonte

A busca por um Psiquiatra para Dependência de Internet e Jogos em Belo Horizonte cresceu muito nos últimos anos, e não é coincidência. Famílias que antes viam o uso excessivo de telas como “frescura” ou falta de disciplina chegam ao consultório cada vez mais preocupadas com filhos que não conseguem desligar, com adultos que perderam empregos por jogos online e com relacionamentos que se deterioraram em silêncio. Como psiquiatra com 25 anos de atuação clínica em BH, recebo essas histórias todos os dias. E o primeiro passo para ajudar é sempre o mesmo: distinguir uso intenso de dependência clínica.


O que é dependência de internet e jogos? Entendendo o diagnóstico

Transtorno de jogos pela internet (IGD) segundo o DSM-5 e CID-11

O reconhecimento científico da dependência de jogos digitais avançou muito. A CID-11, publicada pela Organização Mundial da Saúde, incluiu o Gaming Disorder como diagnóstico clínico oficial, um marco que entrou em vigor em 2022 e consolidou o tema na medicina. O DSM-5, manual diagnóstico americano, lista o Internet Gaming Disorder como condição em estudo, reconhecendo evidências suficientes para justificar pesquisa clínica rigorosa.

Para configurar um diagnóstico, o padrão de jogo precisa ser persistente ou recorrente, causar prejuízo funcional significativo e estar presente por pelo menos 12 meses. O núcleo do critério é a perda de controle sobre o comportamento, não simplesmente quantas horas a pessoa joga.

Dependência de internet: quando o uso excessivo vira doença

Passar muitas horas conectado não é, por si só, dependência. O que diferencia o uso intenso da dependência clínica é a perda de controle, a compulsão mesmo diante de consequências negativas e o sofrimento quando o acesso é interrompido.

Na dependência, a pessoa tenta reduzir o uso e não consegue. Ela mente sobre o tempo que passa online. Abandona hobbies, amigos e obrigações. Sente ansiedade, irritabilidade ou angústia física quando é privada do acesso. Esses critérios se aplicam a jogos, redes sociais, pornografia online e outras formas de uso compulsivo da internet.


Sinais de alerta: como identificar a dependência de internet e jogos em crianças, adolescentes e adultos

Sintomas comportamentais e emocionais mais comuns

Os sinais que levam famílias ao consultório têm um padrão reconhecível. Os mais frequentes:

  • Irritabilidade intensa ao ser solicitado a desligar o dispositivo
  • Preocupação constante com o jogo ou a internet mesmo quando está offline
  • Mentiras sobre o tempo de uso ou sobre o que faz na tela
  • Abandono de atividades que antes eram prazerosas, esporte, leitura, amigos
  • Isolamento social progressivo, preferindo a tela a qualquer interação presencial
  • Alterações de humor marcadas: euforia durante o uso, depressão e vazio quando offline
  • Negligência com higiene pessoal, alimentação e sono

Adolescentes são o grupo mais vulnerável, especialmente meninos, estudos internacionais registram taxas mais altas de dependência clínica nesse perfil. Adultos jovens também são afetados, sobretudo em contextos de isolamento social ou estresse profissional crônico.

Impacto no sono, na escola e nos relacionamentos

O impacto funcional é o termômetro mais claro. Na prática, vejo famílias que relatam filhos acordados até as 3h, 4h da manhã em sessões de jogo, e que chegam na escola sem dormir, com rendimento em queda livre. Professores notam desatenção e comportamento retraído.

Nos adultos, o impacto aparece no trabalho: prazos perdidos, conflitos com colegas, demissões. Nos relacionamentos íntimos, o parceiro relata a sensação de competir com uma tela. O sono prejudicado é quase universal, a privação cria um ciclo vicioso que piora o humor e o controle de impulsos, alimentando ainda mais o comportamento compulsivo.


Condições psiquiátricas frequentemente associadas à dependência de internet e jogos

Tratar apenas a “ponta do iceberg” é um dos erros mais comuns nessa área. Na minha prática clínica, a maioria dos pacientes que chega com queixa de dependência de internet tem ao menos uma comorbidade psiquiátrica que alimenta o comportamento, seja ansiedade, depressão ou TDAH.

O TDAH merece atenção especial. Adolescentes com TDAH não diagnosticado frequentemente desenvolvem padrões de uso compulsivo de videogames como forma de buscar estimulação: o ambiente de jogo oferece feedback imediato, recompensas rápidas e um grau de controle que o mundo real raramente proporciona. Tratar apenas o tempo de tela sem identificar o TDAH subjacente é ineficaz e, em muitos casos, piora a relação familiar sem resolver o problema.

A ansiedade social é outra comorbidade frequente. Para o adolescente ansioso, o ambiente online oferece interação sem o risco do julgamento presencial. A internet vira uma zona de conforto que, progressivamente, substitui as relações reais.

A depressão pode ser tanto causa quanto consequência. O uso excessivo pode precipitar sintomas depressivos por privação de sono e isolamento, e a depressão preexistente empurra a pessoa para a tela como válvula de escape. O TOC também aparece, especialmente em perfis com comportamento de coleta compulsiva em jogos ou checagem repetitiva de redes sociais.

Sem diagnóstico diferencial feito por um psiquiatra, essas condições seguem sem tratamento. E enquanto não forem tratadas, nenhuma estratégia de controle de tela vai funcionar de forma sustentada.


Como o psiquiatra avalia e trata a dependência de internet e jogos em BH

Avaliação clínica: o que esperar da primeira consulta

A primeira consulta começa com uma anamnese detalhada, não apenas sobre o comportamento digital, mas sobre toda a história do paciente: desenvolvimento, desempenho escolar, relacionamentos, sono, humor, histórico familiar. Quando o paciente é criança ou adolescente, a entrevista com os pais ou responsáveis é parte essencial do processo.

Uso escalas validadas internacionalmente para medir o padrão de uso e a presença de critérios diagnósticos. Essa etapa permite comparar a evolução ao longo do tratamento com objetividade.

O objetivo da avaliação não é confirmar que “a tela é o problema”. É entender por que aquela pessoa específica desenvolveu esse padrão, e o que está por baixo.

Abordagens terapêuticas: medicação, psicoterapia e orientação familiar

O tratamento raramente é de uma única frente. A combinação mais eficaz envolve:

  • Farmacoterapia, quando há comorbidade que indica, TDAH, depressão e ansiedade respondem bem ao tratamento medicamentoso, e tratar essas condições reduz diretamente o comportamento compulsivo digital
  • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que trabalha os gatilhos emocionais do uso compulsivo, desenvolve estratégias de autorregulação e reconstrói hábitos funcionais
  • Orientação familiar, que ensina pais e parceiros a estabelecer limites de forma eficaz e não conflituosa, sem reforçar dinâmicas que pioram o problema

Os atendimentos são disponíveis presencialmente na região da Savassi, em Belo Horizonte, e também via telemedicina para todo o Brasil, o que facilita o acompanhamento contínuo, especialmente para famílias com agenda restrita ou que moram fora da capital.


Por que buscar um psiquiatra especialista em BH, e não apenas restringir o acesso à tela

Controlar o tempo de tela sem tratar a causa subjacente raramente é suficiente. A restrição pode piorar o quadro a curto prazo: quando a tela é o único mecanismo de regulação emocional disponível para aquela pessoa, retirar o acesso sem oferecer alternativas gera crise, não solução.

Sou Dr. Márcio Candiani, psiquiatra em Belo Horizonte há 25 anos, atendendo crianças, adolescentes e adultos. Ao longo dessa trajetória, aprendi que o paciente com dependência digital raramente tem apenas um problema. Ele tem uma história. Às vezes é o adolescente ansioso que encontrou no jogo o único lugar onde se sente competente. Às vezes é o adulto com TDAH que nunca foi diagnosticado e usa a internet para gerenciar um cérebro que pede estímulo constante.

O papel do psiquiatra é identificar essas camadas, prescrever quando necessário, coordenar a equipe, psicólogo, neurologista, escola, e orientar a família para que o ambiente em casa sustente a recuperação, não a sabote. É um trabalho clínico que vai muito além de “tirar o celular”.


Quando e como agendar uma consulta com psiquiatra para dependência de internet em Belo Horizonte

Algumas situações indicam que a família não deve esperar para buscar ajuda especializada:

  • Queda acentuada no desempenho escolar em um período curto, sem outra causa aparente
  • Isolamento social progressivo, o adolescente para de ver amigos, recusa atividades familiares
  • Episódios de agressividade quando o dispositivo é retirado ou o acesso é limitado
  • Sintomas depressivos, tristeza persistente, desânimo, falta de prazer em tudo que não seja a tela
  • Ausências escolares motivadas pelo desejo de ficar em casa jogando
  • Autolesão ou ideação suicida, que exigem avaliação imediata

Se você reconhece dois ou mais desses sinais em seu filho, parceiro ou em si mesmo, esse é o momento de agir. O tratamento precoce é mais eficaz, esperar piora as comorbidades e aprofunda o isolamento.

Os atendimentos de Psiquiatra para Dependência de Internet e Jogos em Belo Horizonte são realizados de forma particular, presencialmente na Savassi ou por telemedicina para qualquer cidade do Brasil. O agendamento pode ser feito diretamente pelo WhatsApp, de forma simples, rápida e sem burocracia.

Se você tem dúvidas sobre o caso antes de marcar a consulta, entre em contato. Estou aqui para ajudar sua família a encontrar um caminho real para além da tela.

Precisa de uma avaliação especializada ou uma segunda opinião médica?

O Dr. Márcio Candiani realiza consultas estritamente particulares presenciais em Belo Horizonte (no bairro Santa Efigênia) ou via Telemedicina para todo o Brasil. Você pode consultar as condições de atendimento e agendar diretamente com nossa equipe pelo WhatsApp.

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