Quando uma família começa a buscar ajuda psiquiátrica para um pai ou mãe idoso, a primeira dúvida costuma ser: este médico realmente é especialista no cuidado com pessoas mais velhas? Essa pergunta tem uma resposta objetiva no Brasil, e ela se chama RQE. Sou o Dr. Márcio Candiani, psicogeriatra com RQE reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina, e nesta página explico minhas credenciais, minha abordagem clínica e como posso ajudar sua família.
O que é um psicogeriatra e por que o RQE importa
RQE: a credencial que valida a especialização geriátrica
O RQE, Registro de Qualificação de Especialidade, é emitido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e prova, de forma oficial, que um médico concluiu um programa de formação reconhecido em determinada especialidade ou área de atuação. Sem esse registro, qualquer médico pode se autodeclarar “especialista” sem comprovação formal.
No contexto da psiquiatria do idoso, o RQE é especialmente importante. Ele separa o psiquiatra geral do profissional que se dedicou formalmente ao estudo dos transtornos mentais em pessoas com 60 anos ou mais, com todas as particularidades clínicas que essa faixa etária exige.
Famílias que buscam um psiquiatra para um pai ou mãe idoso merecem essa garantia. Exigir o RQE é a forma mais direta de verificar se o especialista tem qualificação formal para o cargo.
Por que escolher um especialista em psiquiatria da terceira idade
O cérebro e o organismo do idoso envelhecem de formas que alteram como os transtornos mentais se apresentam e como os medicamentos agem. Um quadro depressivo pode surgir camuflado por queixas físicas. Uma demência inicial pode parecer simples distração. Esses padrões exigem um olhar treinado especificamente para a psiquiatria da terceira idade.
Um especialista em psiquiatria geriátrica conhece as interações medicamentosas comuns em quem já usa vários remédios, sabe conduzir a anamnese com o familiar presente e domina as escalas cognitivas usadas para rastrear declínio. Esse conjunto de competências não é ensinado com a mesma profundidade em uma formação psiquiátrica geral.
Meus RQEs e formação em psiquiatria geriátrica
Sou o Dr. Márcio Candiani, psiquiatra com 25 anos de experiência clínica e tripla especialização reconhecida pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e pelo CFM via RQE. Minha atuação cobre três eixos: psiquiatria do idoso, psiquiatria da infância e adolescência, e psiquiatria de adultos.
Meu CRM e os números de RQE correspondentes a cada área de atuação estão disponíveis para consulta diretamente no portal do CFM, e apresento essas informações de forma transparente em todas as minhas comunicações. O RQE específico em psiquiatria do idoso é o que orienta meu trabalho com pacientes da terceira idade e suas famílias.
Essa amplitude de formação, psiquiatria infantil e psiquiatria de adultos além do eixo geriátrico, não é desvio de foco. Ela enriquece a avaliação clínica do idoso, porque muitos transtornos da vida adulta têm raízes em quadros que começaram décadas antes.
Transtornos mentais mais comuns em idosos: demência, depressão e ansiedade
Diretrizes da Organização Mundial da Saúde e da Associação Brasileira de Psiquiatria apontam transtornos depressivos e síndromes demenciais entre as condições neuropsiquiátricas de maior impacto funcional na população com 60 anos ou mais. Com o envelhecimento acelerado da população brasileira em 2026, esse tema só ganha urgência.
Demência e comprometimento cognitivo
A demência não começa com perda total de memória. Os sinais iniciais são sutis: dificuldade para lembrar nomes recentes, desorientação em locais conhecidos, repetição de perguntas, dificuldade para administrar finanças ou medicamentos.
Filhos adultos costumam notar primeiro a mudança de personalidade, o pai que sempre foi sociável passa a se isolar, ou a mãe que era organizada começa a perder objetos com frequência. Esses sinais merecem avaliação imediata, não normalização como “coisa da idade”.
Depressão e ansiedade na terceira idade
A depressão em idosos é frequentemente subdiagnosticada porque seus sintomas se disfarçam. Em vez de tristeza explícita, o idoso pode apresentar irritabilidade, queixas físicas persistentes, perda de interesse por atividades que antes adorava e isolamento social.
Imagine um pai que parou de cuidar do jardim, algo que fazia todos os dias, e começou a dormir em excesso, esquecendo compromissos básicos. Esse quadro pode ser depressão, demência inicial ou os dois juntos. Só uma avaliação especializada em saúde mental na terceira idade permite separar esses diagnósticos com segurança.
A ansiedade também é comum e frequentemente coexiste com depressão. No idoso, ela pode aparecer como medo excessivo de cair, hipocondria ou agitação noturna, sinais que pedem atenção clínica específica.
Como é a avaliação clínica do paciente idoso
Anamnese com familiar e exame do estado mental
A primeira consulta com um paciente idoso raramente acontece sem a presença de um familiar próximo, e isso é intencional. O idoso pode minimizar sintomas ou ter dificuldade para descrever mudanças de comportamento que começaram de forma gradual. O olhar do filho ou cônjuge é parte do diagnóstico.
Durante a avaliação, conduzo uma anamnese detalhada que cobre histórico de vida, condições médicas atuais, lista completa de medicamentos em uso e padrão de sono, alimentação e funcionamento social. Em seguida, realizo o exame do estado mental e aplico escalas cognitivas validadas para rastrear comprometimento de memória, atenção e funções executivas.
Se você quer saber o que esperar com mais detalhes, o meu guia da primeira consulta explica o passo a passo de forma acessível.
Diagnóstico diferencial: o que está por trás dos sintomas
Uma das tarefas centrais da avaliação psicogerátrica é o diagnóstico diferencial. Sintomas depressivos podem imitar declínio cognitivo, e o inverso também é verdadeiro. Separar esses quadros exige experiência clínica específica e, muitas vezes, exames complementares solicitados em conjunto com outros especialistas.
Além disso, alguns medicamentos de uso comum em idosos produzem efeitos colaterais que se confundem com transtornos psiquiátricos. Revisar a lista de remédios em uso é parte obrigatória da avaliação, não uma etapa opcional.
Abordagem terapêutica para pacientes idosos: tratamento seguro e individualizado
Tratar transtornos mentais em idosos exige uma lógica farmacológica diferente da que se usa em adultos jovens. O organismo do idoso metaboliza os medicamentos de forma mais lenta, é mais sensível a efeitos colaterais e, na maioria dos casos, já usa outros fármacos para hipertensão, diabetes ou doenças cardíacas.
Por isso, o princípio que guia minha prescrição geriátrica é “começar com doses baixas e aumentar devagar”, uma abordagem consagrada nas diretrizes de psiquiatria geriátrica. O objetivo é obter o efeito terapêutico com o menor risco de interações e efeitos adversos.
A polifarmácia, uso simultâneo de múltiplos medicamentos, é uma realidade para a maioria dos meus pacientes idosos. Avalio cada fármaco em uso antes de qualquer prescrição e mantenho comunicação ativa com o neurologista, o geriatra e o clínico geral que acompanham o paciente. Esse trabalho integrado é o que garante segurança.
O objetivo final não é apenas controlar sintomas. É devolver ao idoso a capacidade de aproveitar o dia a dia com mais qualidade de vida, e aliviar o peso que a família carrega quando vê um ente querido sofrendo.
Atendimento presencial em BH e telemedicina para pacientes idosos
Meu consultório fica na região do Savassi, em Belo Horizonte, um dos bairros mais acessíveis da cidade para famílias que vêm de diferentes regiões. O atendimento presencial permite a avaliação clínica completa, incluindo o exame do estado mental com a presença do familiar.
Para famílias que moram fora de BH ou para idosos com mobilidade reduzida, ofereço teleconsulta regulamentada pelo CFM para todo o Brasil. A telemedicina para psiquiatria do idoso é uma opção legítima, segura e juridicamente respaldada, não uma alternativa inferior.
Na prática, a teleconsulta funciona muito bem para retornos e acompanhamentos, e também para uma avaliação inicial quando o deslocamento é inviável. O familiar pode participar da videochamada de qualquer local, o que muitas vezes facilita a presença de quem mora longe do consultório.
Se você é filho ou filha de um idoso que apresenta sinais de alteração de memória, humor ou comportamento, o primeiro passo é marcar uma avaliação. Atendo como psiquiatra geriátrico online e presencialmente, e estou aqui para ajudar sua família a encontrar respostas e um caminho de cuidado.
Precisa de uma avaliação especializada ou uma segunda opinião médica?
O Dr. Márcio Candiani realiza consultas estritamente particulares presenciais em Belo Horizonte (no bairro Santa Efigênia) ou via Telemedicina para todo o Brasil. Você pode consultar as condições de atendimento e agendar diretamente com nossa equipe pelo WhatsApp.




