Falar em público, comer na frente de outras pessoas ou simplesmente puxar uma conversa são situações que deixam quase todo mundo um pouco desconfortável. Na fobia social — também chamada de transtorno de ansiedade social — esse desconforto é tão intenso que passa a limitar a vida da pessoa.
O que caracteriza a fobia social
O núcleo do transtorno é um medo ou ansiedade acentuados diante de uma ou mais situações sociais nas quais a pessoa pode ser observada ou avaliada por outros — uma conversa, uma refeição em grupo, uma apresentação, até mesmo assinar um documento na frente de alguém. O medo central costuma ser o de demonstrar sinais de ansiedade (corar, tremer, gaguejar, suar) e ser julgado negativamente por isso.
Critério de tempo
Para caracterizar o transtorno, o quadro precisa persistir geralmente por mais de seis meses, causando sofrimento significativo ou prejuízo real no trabalho, nos estudos ou nas relações.
Quem é mais afetado
A fobia social atinge cerca de 7% da população em um período de 12 meses, sendo mais comum em mulheres (proporção de aproximadamente 1,5 a 2,2 mulheres para cada homem).
Comorbidades comuns
A fobia social raramente vem sozinha. Costuma estar associada a outros transtornos de ansiedade, depressão, uso de substâncias e transtorno de personalidade esquiva. Em crianças, pode coexistir com transtorno do espectro autista e mutismo seletivo.
Tratamento
O tratamento combina, na maioria dos casos, terapia cognitivo-comportamental e, quando indicado, medicação antidepressiva. Cerca de 30% dos casos remitem espontaneamente em um ano sem tratamento — mas para quem o quadro já está limitando decisões de vida, buscar ajuda profissional costuma acelerar bastante essa melhora.
Dr. Marcio Candiani
Psiquiatra
CRMMG 33035 / RQE 10740
Especialista em TDAH e Autismo (Infantil e Adulto)
Rua Rio Grande do Norte, 23, sala 1001, Santa Efigênia, Belo Horizonte – MG