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Hiperatividade sem Déficit de Atenção em BH

Ilustração 3D em miniatura sobre hiperatividade sem déficit de atenção em bh - Dr. Márcio Candiani, psiquiatra em Belo Horizonte

Muitos pais chegam ao consultório preocupados com um filho que não para quieto, interrompe todos, age antes de pensar, mas tira notas razoáveis e não esquece o material escolar. Esse perfil desafia a ideia popular de que hiperatividade e desatenção sempre andam juntas. O Transtorno de Hiperatividade sem Déficit de Atenção em BH é um tema que recebo com crescente frequência na clínica, e entender suas particularidades é o primeiro passo para uma avaliação e um tratamento realmente eficazes.


O Que É o Transtorno de Hiperatividade sem Déficit de Atenção?

O DSM-5, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da American Psychiatric Association, reconhece três apresentações do TDAH: predominantemente desatenta, predominantemente hiperativa/impulsiva e combinada. Na apresentação predominantemente hiperativa/impulsiva, os critérios de desatenção não são plenamente atendidos. Isso significa que a criança ou o adulto pode ter hiperatividade clinicamente significativa sem o perfil de distração que muita gente associa ao transtorno.

Essa distinção não é apenas acadêmica: ela orienta escolhas terapêuticas diferentes das adotadas no subtipo combinado. Ignorá-la leva a erros diagnósticos com consequências reais.

Como esse quadro se diferencia do TDAH clássico

O “TDAH clássico” que a maioria conhece é, na prática, o subtipo combinado, hiperatividade, impulsividade e desatenção coexistindo de forma intensa. No subtipo hiperativo/impulsivo puro, a atenção sustentada está preservada ou levemente comprometida. A criança consegue terminar tarefas, seguir instruções longas e manter foco em atividades de interesse. O que ela não consegue é ficar sentada, controlar impulsos ou parar de falar.

Um exemplo clínico: uma criança de 6 anos que corre pela sala, não permanece sentada durante a merenda e interrompe colegas continuamente, mas entrega tarefas no prazo e acompanha instruções com facilidade. Esse é o perfil hiperativo/impulsivo puro, não o TDAH combinado.

Por que ele é frequentemente ignorado ou confundido

Professores e até alguns profissionais de saúde associam TDAH quase automaticamente à desatenção. Quando a criança “presta atenção”, o transtorno parece descartado. O resultado é que o quadro hiperativo/impulsivo fica sem diagnóstico, ou recebe rótulos incorretos como “criança agitada”, “mal-educada” ou “ansiosa”.

Em adultos, o cenário é ainda mais silencioso. A hiperatividade motora da infância se transforma em inquietação interna, impaciência crônica e impulsividade em decisões profissionais e afetivas.

A psiquiatria infanto-juvenil mostra que a apresentação hiperativa/impulsiva é mais prevalente em crianças pré-escolares e tende a se modificar com o desenvolvimento. Alguns casos evoluem para o subtipo combinado; outros apresentam remissão parcial na adolescência. Acompanhar essa trajetória exige avaliações periódicas, não um laudo único e definitivo.


Sinais de Hiperatividade sem Déficit de Atenção em Crianças e Adultos

Identificar o quadro requer observar comportamentos em múltiplos contextos, casa, escola, trabalho, por um período mínimo de seis meses, conforme os critérios do DSM-5.

Sinais típicos em crianças e adolescentes

  • Agitação motora persistente: mexe mãos e pés, levanta da cadeira com frequência
  • Dificuldade de permanecer sentado em situações que exigem isso (sala de aula, refeições em família)
  • Correr ou escalar em momentos inadequados para a faixa etária
  • Fala excessiva, frequentemente interrompendo adultos e colegas
  • Dificuldade em aguardar a vez em jogos ou filas
  • Age antes de pensar: responde perguntas antes de terminar de ouvi-las
  • Dificuldade em engajar em atividades silenciosas e calmas

É importante separar o que é comportamento típico do desenvolvimento do que merece avaliação. Uma criança de 3 a 4 anos naturalmente tem controle inibitório imaturo. O sinal de alerta é quando esses comportamentos são mais intensos do que o esperado para a idade, aparecem em pelo menos dois ambientes distintos e geram prejuízo funcional real, conflitos na escola, exclusão social, acidentes por impulsividade.

Como o quadro se manifesta em adultos

Em adultos, a hiperatividade motora da infância raramente persiste como “correr pela sala”. Ela aparece como:

  • Sensação constante de inquietação interna, incapacidade de relaxar
  • Impaciência em filas, reuniões longas ou conversas pausadas
  • Impulsividade em decisões financeiras, profissionais e relacionamentos
  • Interrupção frequente de outras pessoas na fala
  • Mudanças abruptas de emprego, projetos ou relacionamentos sem planejamento
  • Dificuldade em tolerar tédio ou rotina

O adulto com esse perfil muitas vezes é visto como “intenso”, “impaciente” ou “difícil de trabalhar”, sem nunca ter recebido uma explicação clínica para esses padrões.


Por Que o Diagnóstico Correto de Hiperatividade Importa

Um diagnóstico equivocado tem custos concretos em ambos os sentidos. Tratar desatenção que não existe, com estratégias focadas em organização e memória de trabalho, por exemplo, desperdiça tempo e recursos sem abordar o núcleo do problema. Deixar um quadro hiperativo/impulsivo sem suporte expõe crianças a fracasso escolar por inadequação comportamental, isolamento social e risco aumentado de acidentes.

Diagnosticar corretamente a hiperatividade sem desatenção exige afastar diagnósticos diferenciais importantes:

  • Transtorno de Ansiedade Generalizada: também causa agitação e inquietação, mas a origem é a preocupação excessiva, não o déficit de controle inibitório
  • Transtorno Bipolar: em fases maníacas ou hipomaníacas, o quadro inclui energia elevada, impulsividade e fala acelerada, mas tem padrão episódico, não crônico desde a infância
  • Transtorno do Espectro Autista (TEA): em crianças pequenas, pode cursar com agitação motora intensa; a distinção exige avaliação do perfil de comunicação social e dos padrões de comportamento repetitivo

Só um psiquiatra com experiência em TDAH e protocolos validados consegue percorrer esses diagnósticos diferenciais com segurança. Em BH, buscar essa especialização faz diferença direta na qualidade do laudo e do plano terapêutico.


Como É Feito o Diagnóstico em BH: Da Consulta ao Laudo

Avaliação clínica multiaxial e entrevistas estruturadas

No meu consultório, a avaliação de hiperatividade segue um protocolo multiaxial que inclui:

  1. Anamnese estruturada: história do desenvolvimento, gestação, marcos neuropsicomotores, histórico escolar e familiar
  2. Escalas comportamentais validadas: Conners e SNAP-IV são as mais utilizadas para rastrear sintomas de TDAH em múltiplos contextos
  3. Entrevistas com pais e responsáveis: relatos detalhados sobre comportamento em casa, sono, alimentação e relações sociais
  4. Comunicação com a escola: quando necessário, solicito relatório pedagógico ou converso com professores para entender o funcionamento em sala de aula
  5. Descarte de comorbidades: ansiedade, TEA, transtorno bipolar, transtorno opositivo desafiador e outros quadros que se sobrepõem ou mimetizam o TDAH

Esse processo garante que o diagnóstico reflita o funcionamento real da criança ou do adulto em múltiplos contextos, não apenas o relato de uma única consulta.

Laudos e relatórios: seus direitos e usos práticos

O laudo emitido por psiquiatra tem validade legal em escolas, empresas e órgãos públicos. Na prática, ele pode garantir:

  • Adaptações pedagógicas e tempo extra em avaliações escolares
  • Acomodações em concursos públicos e exames como ENEM
  • Justificativas médicas em processos trabalhistas
  • Acesso a benefícios previdenciários, quando aplicável

O documento deve descrever o diagnóstico segundo o CID-11 ou o DSM-5, os critérios clínicos atendidos e as recomendações terapêuticas. Emito laudos completos e tecnicamente fundamentados para todas as finalidades que o paciente necessitar.


Tratamento da Hiperatividade em BH: Abordagem Integrada

O tratamento mais eficaz combina intervenções em diferentes frentes. Não existe fórmula única, o plano é construído caso a caso, considerando idade, intensidade dos sintomas, presença de comorbidades e contexto familiar.

Farmacoterapia: quando e como usar

A medicação é indicada quando os sintomas causam prejuízo funcional significativo e as intervenções psicossociais isoladas são insuficientes. Os estimulantes do sistema nervoso central, metilfenidato e lisdexanfetamina, são as opções com maior evidência científica para o subtipo hiperativo/impulsivo. Atomoxetina e outros não estimulantes são alternativas para pacientes com contraindicações ou resposta inadequada.

A decisão de medicar leva em conta a faixa etária, histórico de saúde, risco cardiovascular e preferências da família. Dosagem, eficácia e efeitos adversos são revisados em acompanhamentos periódicos.

Intervenções psicossociais e acompanhamento familiar

A medicação, quando usada, potencializa, mas não substitui, as intervenções psicossociais:

  • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): trabalha controle de impulsos, regulação emocional e habilidades de planejamento
  • Treinamento de pais: capacita a família a criar estruturas de rotina, usar reforço positivo e responder de forma consistente a comportamentos desafiadores
  • Orientação escolar: parceria com professores para adaptações ambientais e pedagógicas
  • Psicoeducação: o paciente (e sua família) entender o diagnóstico é parte essencial do tratamento

O acompanhamento é de longo prazo. Hiperatividade não se resolve em uma série de consultas, é uma condição neurobiológica que se transforma ao longo do desenvolvimento e exige ajustes contínuos na abordagem.

Para famílias fora de Belo Horizonte, o atendimento por telemedicina é uma opção real e regulamentada pelo CFM. Consultas de seguimento, ajuste de medicação e orientação familiar podem ser conduzidas com a mesma qualidade por videochamada, ampliando o acesso a quem não pode se deslocar até BH.


Como Agendar Avaliação com Psiquiatra Especializado em BH

Se você reconhece esses sinais no seu filho, em si mesmo ou em alguém próximo, o próximo passo é uma avaliação clínica completa com um profissional especializado.

Sou o Dr. Márcio Candiani, psiquiatra com mais de 25 anos de experiência em psiquiatria infantil e do adulto, atuando em Belo Horizonte na Savassi. Minha abordagem une rigor diagnóstico, protocolos validados, escalas estruturadas e laudos tecnicamente fundamentados, a um cuidado genuinamente centrado no bem-estar do paciente e da família.

Atendo de forma presencial em BH e por telemedicina para todo o Brasil. O objetivo de cada avaliação não é apenas nomear um diagnóstico: é traçar um caminho claro para que crianças, adolescentes e adultos possam funcionar melhor, relacionar-se com mais qualidade e viver com mais bem-estar.

Para agendar sua consulta ou tirar dúvidas, entre em contato pelo site ou pelo WhatsApp do consultório. Estou aqui para ajudar.

Leia também: meu filho é muito agitado: o que fazer

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O Dr. Marcio Candiani realiza consultas estritamente particulares presenciais em Belo Horizonte (no bairro Santa Efigenia) ou via Telemedicina para todo o Brasil. Voce pode consultar as condicoes de atendimento e agendar diretamente com nossa equipe pelo WhatsApp.