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Sintomas de Depressão em Contagem: Um Olhar Profundo e sem Rodeios sobre a Sombra Que Não Pede Licença
Prezados leitores, ou melhor, prezados sobreviventes do cotidiano em Contagem e arredores. Sejam bem-vindos a um espaço onde a saúde mental é tratada com a seriedade que merece e o pragmatismo que a ciência exige. Sou o Dr. Marcio Candiani, médico psiquiatra, CRMMG 33035, RQE 10740, e meu consultório, convenientemente localizado na Rua Rio Grande do Norte, 23 – sala 1001, na região hospitalar da Santa Efigênia, em Belo Horizonte, é um ponto de referência para quem busca compreender e tratar condições complexas como o TDAH e o Autismo, tanto em crianças quanto em adultos, e, claro, a velha conhecida depressão.
Hoje, vamos mergulhar nas águas turvas da depressão, desmistificando seus sintomas e entendendo como essa condição pode se manifestar em um cenário tão dinâmico e, por vezes, estressante, como o da nossa vizinha Contagem.
Afinal, a tristeza é para a alma o que a poeira é para a mobília: uma constante, mas a depressão… bem, a depressão é a poeira que se solidifica em pedra e impede a porta de abrir. E se você chegou ao final deste parágrafo e pensou “o que eu vim fazer aqui mesmo?”, então, sim, este artigo é definitivamente para você.
A Depressão: Uma Companheira Silenciosa com Raízes Milenares
Para entender a depressão hoje, precisamos dar um breve (e nem tão doloroso, prometo) salto no tempo. A melancolia, termo antigo para o que hoje chamamos depressão, já era descrita por Hipócrates, o pai da medicina, lá pela Grécia Antiga. Ele a associava a um excesso de “bile negra”. Ora, convenhamos, uma teoria com um certo charme poético, mas cientificamente tão precisa quanto um mapa-múndi desenhado por um ornitorrinco. Felizmente, avançamos.
Ao longo dos séculos, a depressão foi atribuída a demônios, fraquezas morais, falta de fé e até mesmo ao clima. A visão moderna, que começou a ganhar corpo nos séculos XIX e XX, finalmente a reconheceu como uma doença mental legítima, com bases biológicas, psicológicas e sociais. Não é um defeito de caráter ou uma escolha. É uma doença, e ponto final. E se a sociedade ainda insiste em tratá-la como uma falha pessoal, bem, a sociedade é que precisa de terapia. Ou de um bom par de óculos para enxergar a realidade.
A Modernidade e a Depressão: Um Cenário Complexo em Contagem
Em cidades como Contagem, parte da efervescente região metropolitana de Belo Horizonte, a vida moderna impõe um ritmo que pode ser um campo fértil para o surgimento ou agravamento de quadros depressivos.
O estresse do trânsito na BR-381 ou na Via Expressa, a pressão no trabalho nas indústrias e comércios locais, a busca incessante por oportunidades, e a complexidade das relações sociais urbanas criam um caldeirão de fatores que, para mentes predispostas, podem ser a gota d’água.
Não que a depressão seja exclusividade de áreas urbanas; ela não é assim tão seletiva. Mas os fatores de estresse crônico nas grandes cidades, a sensação de isolamento em meio à multidão e a dificuldade de acesso a serviços de saúde mental adequados (apesar da proximidade com a capital, a procura por especialistas em Belo Horizonte por moradores de Contagem é uma constante) podem exacerbar a situação. E aqui, a ironia é evidente: estamos mais conectados do que nunca, mas, paradoxalmente, muitos se sentem mais sozinhos do que em qualquer outra época.
Os Sintomas de Depressão: Além da Tristeza Pura e Simples
A depressão, para a maioria das pessoas, evoca a imagem da tristeza profunda.
E, sim, a tristeza é um componente crucial. Mas reduzir a depressão à mera tristeza é como reduzir um complexo sistema de trânsito à luz vermelha do semáforo. É uma visão simplista e perigosa. A depressão é uma constelação de sintomas que afeta o humor, o pensamento, o comportamento e até o corpo. Ela é, em sua essência, uma persistente interferência na capacidade de sentir prazer, de pensar com clareza e de funcionar no dia a dia. Se você está esperando sentir apenas uma “bad”, pode estar perdendo os sinais mais sutis, mas igualmente devastadores.
Para um diagnóstico de Transtorno Depressivo Maior, conforme os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, Quinta Edição, Texto Revisado (DSM-5-TR), é necessário que pelo menos cinco dos sintomas abaixo estejam presentes na maior parte do dia, quase todos os dias, por um período mínimo de duas semanas, e que representem uma mudança significativa em relação ao funcionamento anterior. Além disso, pelo menos um dos sintomas deve ser (1) humor deprimido ou (2) perda de interesse ou prazer. Vamos destrinchar cada um deles com a precisão de um cirurgião e o bom humor de… bom, de um psiquiatra que bebeu café demais.
Critérios Diagnósticos Essenciais (DSM-5-TR) e Suas Manifestações
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Humor Deprimido na Maior Parte do Dia, Quase Todos os Dias
Este é o cartão de visitas da depressão. Não é uma tristeza passageira por um problema pontual. É um estado de profunda melancolia, desesperança, vazio ou irritabilidade. Em crianças e adolescentes, a irritabilidade pode ser o sintoma predominante, tornando o diagnóstico ainda mais traiçoeiro. Imagine acordar todos os dias com uma nuvem cinzenta pairando sobre sua cabeça, e ela não se dissipa, mesmo que o sol esteja rachando lá fora.
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Em Contagem, após um dia de trabalho intenso e um trânsito caótico, essa nuvem pode parecer uma tempestade sem fim.
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Acentuada Diminuição do Interesse ou Prazer em Todas ou Quase Todas as Atividades (Anedonia)
Este sintoma, a anedonia, é um dos mais insidiosos. Aquilo que antes trazia alegria – um hobby, encontrar amigos, a comida favorita, o time de futebol, um passeio no Parque Fernão Dias – perde completamente o encanto. É como se a vida perdesse a cor, o sabor e a melodia. A pessoa pode até tentar se engajar, mas não sente nada, ou sente apenas um vazio. É a morte da alma, enquanto o corpo insiste em continuar. Se a sua paixão por pão de queijo ou por ver o Galo (ou o Cruzeiro, vamos ser democráticos) te deixou, é um sinal de alerta.
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Perda ou Ganho Significativo de Peso ou Diminuição/Aumento do Apetite
O corpo também fala. A depressão pode bagunçar o sistema de regulação do apetite. Alguns perdem completamente a vontade de comer, emagrecendo rapidamente. Outros, ao contrário, usam a comida como uma forma de tentar preencher um vazio emocional, o que pode levar a um ganho de peso. Não é uma dieta de verão; é uma desregulação metabólica guiada pelo sofrimento mental. Se suas calças não servem mais, seja para mais ou para menos, e você não fez mudanças intencionais, vale a pena investigar.
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Insônia ou Hipersonia Quase Todos os Dias
O sono é um dos primeiros a ser impactado. A insônia pode se manifestar como dificuldade para iniciar o sono, despertar frequente durante a noite ou acordar muito cedo e não conseguir voltar a dormir. A hipersonia, por outro lado, é um sono excessivo, onde a pessoa passa horas na cama, mas acorda sem se sentir descansada, como se a cama tivesse se tornado um buraco negro de energia. Nem oito, nem doze, nem dezesseis horas de sono resolvem. É uma exaustão que nem o mais potente dos energéticos consegue disfarçar. E não, não é só “estar cansado”, é uma fadiga que se recusa a ir embora.
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Agitação ou Retardo Psicomotor Quase Todos os Dias
Este sintoma é mais objetivo e observável por terceiros. A agitação psicomotora se manifesta como inquietação, incapacidade de ficar parado, andar de um lado para o outro, torcer as mãos. O retardo psicomotor é o oposto: lentidão nos movimentos, na fala, nas reações. Parece que a pessoa está em câmera lenta, e até as tarefas mais simples se tornam hercúleas. Imagine tentar atravessar o centro de Contagem na hora do rush com essa lentidão: impossível. É como se o cérebro e o corpo estivessem em marchas diferentes, e nenhuma delas se encaixa.
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Fadiga ou Perda de Energia Quase Todos os Dias
Essa é diferente da sonolência. É uma exaustão persistente, uma falta de vitalidade que torna qualquer tarefa, por mais simples que seja, em um esforço monumental. Escovar os dentes pode parecer escalar o Monte Everest. É uma sensação de peso no corpo e na mente que não melhora com o descanso. Se você se sente como uma bateria descarregada, mesmo sem ter feito nada de exaustivo, a depressão pode estar por trás. E não adianta café. Nem um balde dele.
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Sentimentos de Inutilidade ou Culpa Excessiva ou Inapropriada
A autoestima desaba. A pessoa se sente inútil, um fardo para os outros, e pode desenvolver sentimentos de culpa desproporcionais por pequenos erros do passado ou por situações sobre as quais não tem controle. É uma autocrítica cruel e implacável, como ter um inquisidor particular morando na sua cabeça, apontando cada falha e erro, real ou imaginário. E, acredite, esse inquisidor é um péssimo colega de quarto.
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Capacidade Diminuída para Pensar ou se Concentrar, ou Indecisão
A cognição é seriamente afetada. A concentração se torna quase impossível, a memória falha, e a capacidade de tomar decisões simples desaparece. Tentar focar no trabalho, ler um livro ou até mesmo seguir uma conversa torna-se um desafio hercúleo. A mente parece estar embaçada, como se houvesse uma névoa densa entre você e o mundo. Se você esqueceu o que ia fazer ao chegar no final deste parágrafo, este artigo é definitivamente para você. E não é só um lapso de memória por ter que lembrar mil coisas, é uma falha constante e incapacitante.
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Pensamentos Recorrentes de Morte, Ideação Suicida Recorrente (com ou sem plano específico)
Este é o sintoma mais grave e que exige atenção imediata. Não são apenas pensamentos sobre o medo de morrer, mas sim o desejo de morrer, de não existir, ou planos concretos de suicídio. A vida parece tão insuportável que a morte surge como uma fuga. Se esses pensamentos surgirem, por favor, busque ajuda profissional imediatamente. Não é sinal de fraqueza, mas de desespero. É a mente gritando por socorro, e esse grito precisa ser ouvido. Se você ou alguém que conhece está tendo esses pensamentos, saiba que há ajuda, e ela é urgente. Ligue para o CVV (188) ou procure um serviço de emergência.
Impacto da Depressão no Cotidiano: Contagem sob o Véu Cinzento
A depressão não se limita aos sintomas listados; ela se infiltra em cada aspecto da vida de uma pessoa, transformando-a e limitando-a. Em uma cidade dinâmica como Contagem, onde a produtividade e a interação social são valorizadas, os impactos podem ser particularmente devastadores.
No Trabalho e Produtividade
A diminuição da concentração, a fadiga e a anedonia transformam o ambiente de trabalho em um campo minado. Projetos que antes eram simples se tornam montanhas intransponíveis. A criatividade e a iniciativa desaparecem. O desempenho cai, o que pode levar a problemas no emprego, faltas, absenteísmo e, em casos extremos, à perda do trabalho. A pressão por resultados, comum nas indústrias e empresas de Contagem, pode agravar ainda mais o sentimento de culpa e inutilidade.
Nas Relações Pessoais
O humor deprimido, a irritabilidade e o isolamento afastam amigos e familiares. A pessoa deprimida pode se tornar distante, calada, ou mesmo agressiva, testando os limites da paciência e compreensão de quem está ao redor.
As relações amorosas sofrem, a comunicação se quebra, e o apoio social, tão vital, pode diminuir justo quando é mais necessário. É um ciclo vicioso: a depressão afasta as pessoas, e o isolamento aprofunda a depressão.
Na Saúde Física
A depressão tem um impacto direto na saúde física. Além das alterações de sono e apetite, ela pode comprometer o sistema imunológico, tornando a pessoa mais suscetível a doenças. Condições médicas preexistentes podem piorar. A falta de energia para cuidar de si mesmo — desde higiene pessoal até visitas médicas e adesão a tratamentos — é uma realidade. A mente e o corpo não são entidades separadas; o sofrimento de um ressoa no outro. Negligenciar a saúde mental é como andar de carro com o motor falhando e esperar que o problema se resolva sozinho. Spoiler: não vai.
Desafios Específicos para Pacientes da Região de Contagem
Para quem reside em Contagem, a busca por tratamento pode enfrentar barreiras. Embora haja serviços locais, a complexidade de alguns casos exige o acesso a especialistas e estruturas de saúde mental mais robustas, muitas vezes concentradas em Belo Horizonte. O deslocamento, os custos de transporte, a dificuldade de conciliar consultas com horários de trabalho e a própria estigmatização da doença são desafios adicionais. É por isso que consultórios como o meu, na Rua Rio Grande do Norte, 23 – sala 1001, em Santa Efigênia, BH, se tornam um ponto de apoio crucial para a população de Contagem e de toda a região metropolitana.
Diagnóstico Diferencial e Comorbidades: A Depressão Não Anda Sozinha
É fundamental diferenciar a depressão de outras condições. A tristeza, por exemplo, é uma emoção humana normal em resposta a perdas ou frustrações. O luto é uma reação natural à morte de um ente querido, com características próprias que o distinguem da depressão. O burnout, tão comum hoje em dia, pode ter sintomas semelhantes de exaustão e desinteresse, mas está intrinsecamente ligado ao trabalho e tende a melhorar com o afastamento do agente estressor.
E aqui entra a minha especialidade: o TDAH e o Autismo. Pessoas com TDAH, por exemplo, podem apresentar sintomas como dificuldade de concentração, impulsividade e baixa autoestima, que podem ser confundidos ou coexistir com a depressão. Da mesma forma, indivíduos no espectro autista podem ter dificuldades na interação social e expressão emocional que, sem um olhar treinado, poderiam ser erroneamente interpretadas como depressão ou mascarar um quadro depressivo subjacente. A depressão pode ser uma comorbidade frequente nessas populações, tornando o diagnóstico e tratamento ainda mais desafiadores, exigindo uma visão holística e experiente.
Comorbidades Comuns
A depressão raramente se apresenta sozinha. É comum que ela coexista com outros transtornos, o que complica o quadro e exige uma abordagem integrada:
- Transtornos de Ansiedade: A ansiedade e a depressão são irmãs siamesas, frequentemente aparecendo juntas. A ansiedade generalizada, o transtorno do pânico, o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) são comorbidades comuns.
- Transtorno Bipolar: A depressão pode ser uma fase do transtorno bipolar, caracterizado por episódios de humor deprimido e episódios de mania ou hipomania. A diferenciação é crucial para o tratamento, pois medicamentos para depressão usados isoladamente podem desencadear uma fase maníaca.
- Abuso de Substâncias: Muitas pessoas tentam “automedicar” sua dor emocional com álcool ou outras drogas, criando um ciclo vicioso que piora a depressão e adiciona mais problemas.
- Transtornos Alimentares: Anorexia, bulimia e transtorno da compulsão alimentar periódica também podem coexistir com a depressão, especialmente devido às questões de autoimagem e controle.
- Condições Médicas Crônicas: Doenças como diabetes, doenças cardíacas, câncer, dores crônicas e doenças autoimunes aumentam significativamente o risco de depressão, e vice-versa, criando uma interação complexa entre saúde física e mental.
Opções de Tratamento para a Depressão: Um Arsenal Terapêutico, Não Uma Bala de Prata
A boa notícia é que a depressão é tratável. Não há uma “cura” no sentido de erradicação completa e para sempre, como se fosse uma vacina contra a gripe. É mais como gerenciar uma condição crônica, onde o objetivo é a remissão dos sintomas e a recuperação funcional. O tratamento é multifacetado e altamente individualizado, pois cada pessoa reage de forma diferente. Não existe uma “bala de prata”, mas sim um arsenal terapêutico que deve ser utilizado de forma estratégica e sob orientação profissional.
Farmacoterapia: Aliados Químicos
Os antidepressivos são medicamentos que atuam regulando neurotransmissores no cérebro, como a serotonina, noradrenalina e dopamina, que estão implicados na regulação do humor. Existem diversas classes de antidepressivos (ISRS, IRSN, tricíclicos, atípicos, etc.), e a escolha depende de vários fatores, incluindo o perfil de sintomas, histórico de resposta a tratamentos anteriores, comorbidades e possíveis efeitos colaterais. É um processo de tentativa e erro, por vezes, mas sempre guiado pela ciência e pela experiência clínica. E não, eles não são “pílulas da felicidade” nem transformam você em um zumbi. Eles ajudam o cérebro a voltar a funcionar de forma mais equilibrada. Paciência é uma virtude aqui, pois os efeitos terapêuticos levam tempo para aparecer, e os efeitos colaterais, por vezes, chegam primeiro.
Psicoterapia: A Jornada do Autoconhecimento
A psicoterapia é um pilar fundamental no tratamento da depressão. Dentre as abordagens mais eficazes, destacam-se:
- Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Foca na identificação e modificação de padrões de pensamento disfuncionais e comportamentos que contribuem para a depressão. É prática, focada no presente e orientada para a solução de problemas.
- Terapia Interpessoal (TIP): Concentra-se nos problemas de relacionamento e papéis sociais que podem desencadear ou manter a depressão.
- Terapia Psicodinâmica: Explora conflitos inconscientes e padrões de relacionamento passados que podem estar contribuindo para o sofrimento atual.
- Terapia de Ativação Comportamental: Ajuda o paciente a reengajar em atividades prazerosas e significativas, combatendo a anedonia e o isolamento.
A psicoterapia não é “conversar com um amigo” ou “desabafar”. É um processo estruturado e guiado por um profissional treinado, que utiliza técnicas específicas para ajudar o paciente a desenvolver novas estratégias de enfrentamento e a compreender suas emoções e comportamentos.
Modificações no Estilo de Vida: A Terapia do Cotidiano
Não subestime o poder de hábitos saudáveis. Eles não curam a depressão por si só, mas são adjuvantes poderosos e essenciais:
- Exercício Físico Regular: Libera endorfinas, melhora o humor, o sono e a autoestima. Uma caminhada no Parque das Águas em Contagem ou nas ruas arborizadas de Belo Horizonte pode ser um bom começo.
- Alimentação Balanceada: Uma dieta rica em nutrientes e com menos alimentos processados pode impactar positivamente a saúde cerebral e o humor.
- Higiene do Sono: Estabelecer uma rotina de sono regular, criar um ambiente propício para dormir e evitar estimulantes antes de deitar é crucial.
- Redução do Estresse: Técnicas de relaxamento, meditação (mindfulness), ou hobbies podem ajudar a manejar o estresse.
- Conexão Social: Manter contato com pessoas de apoio e evitar o isolamento.
Outras Abordagens: Quando o Tradicional Não Basta
Em casos de depressão resistente ao tratamento, podem ser consideradas outras abordagens, como:
- Eletroconvulsoterapia (ECT): Embora estigmatizada, a ECT é um tratamento seguro e altamente eficaz para depressão grave e resistente, com taxas de remissão significativas.
- Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva (EMTr): Uma técnica não invasiva que usa campos magnéticos para estimular áreas específicas do cérebro.
- Estimulação Cerebral Profunda (DBS) e Estimulação do Nervo Vago (VNS): Opções mais invasivas, reservadas para casos extremamente refratários.
Lembre-se: qualquer uma dessas abordagens deve ser discutida com um psiquiatra experiente, que poderá avaliar a pertinência para o seu caso específico. E, mais uma vez, não há promessa de cura imediata, mas sim de melhora significativa e recuperação da qualidade de vida.
A Busca por Ajuda: Desafios e Caminhos em Belo Horizonte (e para quem está em Contagem)
Reconhecer que se precisa de ajuda é o primeiro e, muitas vezes, o mais difícil passo. O estigma associado às doenças mentais ainda é uma barreira gigante, especialmente em culturas onde a força e a resiliência são supervalorizadas. “Isso é frescura”, “Tente ser mais positivo”, “Você não tem motivos para estar assim” são frases que pacientes deprimidos ouvem com frequência e que apenas aprofundam a vergonha e o isolamento.
Para os moradores de Contagem que precisam de um tratamento psiquiátrico especializado e robusto, a proximidade com Belo Horizonte é um diferencial. Na capital mineira, especialmente na região hospitalar da Santa Efigênia, onde meu consultório está localizado, há uma concentração de profissionais e serviços de saúde mental com expertise em casos mais complexos. É importante vencer o obstáculo do deslocamento e da busca, pois a qualidade de vida é inestimável.
Se você, ou alguém que você ama, está apresentando os sintomas de depressão, não hesite em procurar auxílio. Um diagnóstico precoce e um tratamento adequado fazem toda a diferença. Ignorar os sintomas é como deixar um pequeno vazamento na tubulação; uma hora, a casa inteira estará alagada. E não espere que a tristeza passe sozinha, como uma gripe. A depressão não é uma visita rápida; ela gosta de se hospedar por tempo indeterminado, se não for convidada a se retirar.
A saúde mental é tão importante quanto a saúde física. Não há vergonha em buscar um psiquiatra. É um ato de coragem, de autoconhecimento e de amor próprio. Estou à disposição para ajudar a desvendar esses labirintos da mente, oferecendo um olhar profissional, baseado em evidências e, quem sabe, um toque de bom humor para aliviar a carga. Meu consultório, Dr. Marcio Candiani, CRMMG 33035, RQE 10740, está na Rua Rio Grande do Norte, 23 – sala 1001, Santa Efigênia, Belo Horizonte.
Perguntas Frequentes (FAQ) sobre Depressão
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A depressão é uma fraqueza de caráter?
Não, de forma alguma. A depressão é uma doença complexa com bases biológicas, psicológicas e sociais. Não é uma falha de caráter ou falta de força de vontade. É uma condição médica que exige tratamento.
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Quanto tempo dura o tratamento da depressão?
A duração do tratamento varia muito de pessoa para pessoa. Pode levar meses ou, em alguns casos, anos. O importante é seguir as orientações do psiquiatra, mesmo após a melhora dos sintomas, para evitar recaídas.
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Antidepressivos causam dependência?
Antidepressivos não causam dependência física no sentido de abstinência grave como algumas drogas ilícitas. No entanto, a interrupção abrupta pode causar sintomas de descontinuação, que são desconfortáveis e devem ser evitados. A retirada deve ser gradual e sob orientação médica.
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Crianças e adolescentes podem ter depressão?
Sim, a depressão pode afetar pessoas de todas as idades, incluindo crianças e adolescentes. Nesses casos, os sintomas podem ser diferentes, como irritabilidade e problemas escolares. O diagnóstico e tratamento precoces são cruciais.
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Quando devo procurar um psiquiatra em Belo Horizonte se moro em Contagem?
Se você suspeita que está com depressão, apresentando vários dos sintomas mencionados por duas semanas ou mais, ou se os sintomas estão interferindo significativamente em sua vida, é hora de procurar um psiquiatra. Para moradores de Contagem, a busca por profissionais especializados em Belo Horizonte, como o Dr. Marcio Candiani, na Santa Efigênia, é uma excelente opção para um atendimento qualificado.
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A depressão pode ser confundida com TDAH ou Autismo?
Sim, pode haver sobreposição de sintomas. Dificuldade de concentração, problemas de interação social e irritabilidade podem ocorrer em todas essas condições. Um psiquiatra especializado, como o Dr. Marcio Candiani, que tem expertise em TDAH e Autismo, pode fazer o diagnóstico diferencial preciso e oferecer o tratamento adequado para cada condição, individualmente ou em comorbidade.
Conclusão: O Caminho para a Luz Está Semprere Aberto
A depressão é uma condição séria, mas não é uma sentença perpétua. Com o diagnóstico correto e o tratamento adequado, é possível não apenas aliviar os sintomas, mas também recuperar a funcionalidade, o prazer de viver e a qualidade de vida. O primeiro passo, o mais difícil e o mais corajoso, é reconhecer que algo não está certo e buscar ajuda. Não permita que o silêncio e o estigma perpetuem o sofrimento.
Seja você de Contagem ou de qualquer outro canto de Minas Gerais, saiba que existe suporte profissional qualificado. Não é um atalho, não é mágica, mas é um caminho. E eu estou aqui, na Rua Rio Grande do Norte, 23 – sala 1001, no coração da Santa Efigênia, em Belo Horizonte, pronto para guiar você nessa jornada. A vida vale a pena ser vivida com plenitude. E, às vezes, tudo o que precisamos é de uma bússola e um bom guia para nos tirar da névoa. Não tenha medo de pedir uma.
Atenciosamente,
Dr. Marcio Candiani
Médico Psiquiatra
CRMMG 33035 | RQE 10740
Especialista em TDAH e Autismo (Infantil e Adulto)
Rua Rio Grande do Norte, 23 – sala 1001, Santa Efigênia, Belo Horizonte
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