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Teste Online de Burnout (Inventário de Copenhague)

Resumo rápido: o Inventário de Burnout de Copenhague (CBI, Copenhagen Burnout Inventory) é um questionário validado para avaliar esgotamento profissional, desenvolvido por pesquisadores dinamarqueses e de uso livre para fins clínicos e de pesquisa. Diferente de outros instrumentos, ele separa o esgotamento em duas dimensões: pessoal e relacionado ao trabalho. Tem 13 perguntas no total, com pontuação de 0 a 100 em cada dimensão. Como toda escala de autorrelato, não fecha diagnóstico sozinho.

Sou Márcio Candiani, psiquiatra da infância, adolescência e vida adulta em Belo Horizonte. Uso o CBI no consultório quando um paciente chega com queixas de exaustão relacionadas ao trabalho, porque ele ajuda a diferenciar um cansaço pontual de um quadro de esgotamento mais estrutural, e separa o que é exaustão da pessoa em geral do que é especificamente ligado ao ambiente de trabalho.

Antes de começar: nenhum questionário online substitui uma avaliação clínica. O CBI indica se vale a pena investigar mais a fundo, não confirma nem descarta síndrome de burnout sozinho. Burnout não é um diagnóstico psiquiátrico isolado no CID-11: ele é classificado como um fenômeno ocupacional, mas frequentemente coexiste com quadros como depressão e ansiedade, que precisam ser avaliados juntos.

Duas dimensões, não uma só

O CBI mede o esgotamento em duas partes: esgotamento pessoal (como você se sente em geral, independente do trabalho) e esgotamento relacionado ao trabalho (especificamente ligado à sua atividade profissional). Essa separação existe porque uma pessoa pode estar esgotada por motivos que não têm relação direta com o emprego, e é importante não confundir os dois.

Questionário CBI (13 perguntas)

Responda pensando em como você tem se sentido recentemente.

Parte 1: Esgotamento pessoal

1. Com que frequência você se sente cansado(a)?

2. Com que frequência você se sente fisicamente exausto(a)?

3. Com que frequência você se sente emocionalmente exausto(a)?

4. Com que frequência você pensa: “não aguento mais”?

5. Com que frequência você se sente esgotado(a)?

6. Com que frequência você se sente fraco(a) e suscetível a ficar doente?

Parte 2: Esgotamento relacionado ao trabalho

7. Seu trabalho te deixa emocionalmente exausto(a)?

8. Você se sente esgotado(a) ao final do dia de trabalho?

9. Você se sente esgotado(a) pela manhã ao pensar em mais um dia de trabalho pela frente?

10. Você sente que cada hora de trabalho é cansativa para você?

11. Você tem energia suficiente para a família e amigos durante seu tempo livre?

12. Seu trabalho te frustra?

13. Você se sente esgotado(a) ao trabalhar com pessoas?

Por favor, responda todas as 13 perguntas antes de ver o resultado.


Como interpretar a pontuação

Cada dimensão (pessoal e relacionada ao trabalho) é a média das respostas daquele grupo de perguntas, resultando em uma pontuação de 0 a 100. As faixas de referência mais usadas na literatura são: abaixo de 50, esgotamento baixo a moderado; 50 a 74, esgotamento alto; 75 ou mais, esgotamento severo. Pontuações altas nas duas dimensões sugerem um quadro de burnout mais consolidado; pontuação alta só na dimensão do trabalho, com a pessoal mais baixa, pode indicar que o problema está mais concentrado no ambiente profissional específico.

O que fazer depois do teste

Se sua pontuação ficou na faixa alta ou severa em qualquer uma das dimensões, vale conversar com um psiquiatra. Burnout frequentemente vem acompanhado de sintomas depressivos e ansiosos que precisam ser tratados, e mudanças na relação com o trabalho, muitas vezes com apoio profissional, costumam ser parte necessária do tratamento.

Se o resultado te chamou atenção, ou se o esgotamento já afeta seu sono, seu humor ou sua vida fora do trabalho, vale marcar uma avaliação.

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Perguntas frequentes

Burnout é a mesma coisa que depressão?
Não, mas os dois frequentemente coexistem e têm sintomas parecidos, como exaustão e falta de motivação. Burnout está ligado especificamente ao contexto de trabalho crônico e não tratado; depressão pode ocorrer independente do trabalho. Um psiquiatra consegue diferenciar os dois quadros na avaliação.

O CBI diagnostica burnout?
Não. É uma escala de triagem. Pontuações altas indicam que vale a pena investigar mais, mas o diagnóstico exige avaliação clínica completa.

Só quem trabalha muito tem burnout?
Não necessariamente. Carga de trabalho excessiva é um fator de risco importante, mas ambiente tóxico, falta de reconhecimento, e desalinhamento entre valores pessoais e demandas do trabalho também contribuem, independente da quantidade de horas trabalhadas.

Referências: Kristensen, T. S. et al. (2005). The Copenhagen Burnout Inventory: A new tool for the assessment of burnout. Work & Stress.

Dr. Marcio Candiani
Psiquiatra
CRMMG 33035 / RQE 10740
Especialista em TDAH e Autismo (Infantil e Adulto)
Rua Rio Grande do Norte, 23, sala 1001, Santa Efigênia, Belo Horizonte, MG

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