A saúde mental na terceira idade tem particularidades que exigem um olhar específico: sintomas que em um adulto jovem indicariam claramente depressão ou ansiedade podem, no idoso, se confundir com outras condições — ou serem erroneamente atribuídos à “idade avançada” e deixados sem tratamento.
O que faz a psicogeriatria
A avaliação psicogeriátrica investiga alterações de humor, de memória, do sono, mudanças de comportamento e dificuldades cognitivas em pessoas idosas, sempre considerando o contexto clínico mais amplo — medicações em uso, doenças clínicas associadas e mudanças recentes de vida.
Sinais que merecem avaliação
- Mudança percebível de humor, tristeza persistente ou perda de interesse em atividades que antes traziam prazer.
- Queixas de memória — tanto quando é o próprio idoso que percebe, quanto quando é a família que nota esquecimentos frequentes.
- Alterações do sono e do apetite sem causa clínica clara.
- Isolamento social crescente ou irritabilidade fora do padrão habitual da pessoa.
Por que a avaliação precisa ser cuidadosa
Em idosos, sintomas depressivos podem se manifestar de forma diferente do que em adultos mais jovens — muitas vezes com queixas de memória que lembram um quadro demencial (a chamada pseudodemência depressiva, tratada em detalhe em outro artigo deste blog).
Como é a consulta
A avaliação inclui uma conversa detalhada com o paciente e, quando possível e desejado pela família, também com quem convive de perto com ele. A partir daí, define-se se há necessidade de investigação complementar e qual o tratamento mais adequado.
Dr. Marcio Candiani
Psiquiatra
CRMMG 33035 / RQE 10740
Especialista em TDAH e Autismo (Infantil e Adulto)
Rua Rio Grande do Norte, 23, sala 1001, Santa Efigênia, Belo Horizonte – MG